• Marcio Costa

O que leva as pessoas a buscarem as estrelas em sua vida?

Atualizado: Fev 3





Vive-se numa era em que a possibilidade da geografia não gera limite algum. Estamos para além de qualquer geografia, estamos interligados e, de certo modo, irmanados em um conjunto de questionamentos indissociáveis. Boa parte dos problemas que cotidianamente precisamos resolver advém dos riscos de uma época de possibilidades.

Numa era de “democracias”, queda de conceitos como “Estado”, ampliação do espectro de possibilidades de estar do sujeito, formação retórica de qualquer discurso, o indivíduo, talvez, como nunca antes, revolve-se na teia elástica de sua própria liberdade. Um em sete. Um em sete bilhões, em dez anos um em nove bilhões. A possibilidade de se exercer a individualidade, ao longo do tempo futuro, cada vez mais, prolonga-se na escala da resistência.

Nesse cenário múltiplo, queremos ser atores de nossa própria vida, reestabelecemos a cada ato uma possibilidade de autonomia do sujeito cognitivo, afinal, onde não podemos chegar com nossa tecnologia e evolução? Em meio a tais questões, pergunta-se: será que não nos colocamos no limiar de uma mudança mais densa ou profunda?

Esse questionamento é o mesmo do sociólogo Ulrich Beck, que desenvolve algumas teses sobre a relação atual entre indivíduo e sociedade, a qual passo a explorar, esporadicamente, comentando e fazendo apontamentos sobre tais teses. Parte-se de uma ideia em que conceitos tradicionais estão em declínio, Estado, família, etc, e percorre-se o caminho de uma ética que passa pela percepção individual e de suas conquistas, o que tem permeado a fundo o modo de ser da sociedade moderna.

Para o autor, o ser humano está no controle (aparentemente), faz escolhas, persegue caminhos, constitui-se como sujeito e como identidade de um autor que tem o controle de sua vida. Tem-se o alerta de Beck, até aqui justificável, que “o criado de uma identidade individual, é o personagem central de nossa época”.

Numa época de multiplicidade, Beck expõe quinze apontamentos, os quais desenvolveremos nos próximos textos.


Referência.


BECK, Ulrich. Viver a própria vida num mundo em fuga: individualização, globalização e política (2004).


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