• Marcio Costa

Tese 1 #viverapropriavida

A compulsão de levar a própria vida e a possibilidade de fazê-la surgem quando a sociedade é altamente diferenciada.


Dando continuidade à ideia, vamos explorar algumas possibilidades e características da ideia de viver a própria vida no mundo atual, sempre tendo como perspectiva a ideia de indivíduo/sociedade e buscando um link com o direito.


Texto base: O que leva as pessoas a buscarem as estrelas em sua vida?


Uma sociedade diferenciada é marcada pela superficialidade. Atributos do próprio sistema geram uma ideia de robustez, mas que não ultrapassa os limites da burocracia. Num sentido geral, essa sociedade, que se divide em “esferas funcionais separadas que não são intercambiáveis nem enxertáveis umas nas outras, as pessoas só se integram à sociedade em seus aspectos parciais de contribuintes” (BECK, 2004).


Pode parecer complicado num primeiro momento, mas basicamente, indivíduos prestam funções em sistemas que não os absolvem como totalidade, mas apenas elementos parciais de mundos funcionais diferentes. Desse modo, gera-se uma ilusão de que estamos envolvidos. Estamos vivendo nossa própria vida na medida que a forma social permite.


As pessoas procuram viver a própria vida frente ao espaço vazio que se abre, posto que se tem a ilusão de uma liberdade deliberada, mas tais espaços também vão sendo ocupado por um conjunto de “incompatibilidades, ruínas de tradições, do lixo dos efeitos colaterais”, nos termos do próprio Beck.

Os raros espaços funcionais, quando deixados para trás, como conceitos antigos, certezas dominantes perdem poder para novos elementos e acabam por se tornar um depósito de lixo para os resíduos da vida das próprias pessoas. Mais que uma sociedade diferenciada, cria-se uma sociedade que replica esse modelo disfuncional na estrutura de suas próprias leis.


Para o direito, é interessante perceber a noção de pluralidades de existências, mesmo que em temos filosóficos, pois quando pensamos nessa sociedade diferenciada também pensamos numa gama de direitos insurgentes que se permitem existir e serem defendidos por meio de nós, advogados.



Referência.


BECK, Ulrich. Viver a própria vida num mundo em fuga: individualização, globalização e política (2004).


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